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juramento de vingança à definições que eu mesma faço de mim, para disso surgir outras definições e outras vinganças e...

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  The Cask of Amontillado by Arthur Rackham, 1935 Já pensei tantas vezes em criar algo que reúna tudo o que eu acho interessante nesta vida, mas ao mesmo tempo sempre recuo. É um desespero para capturar algo perto de uma essência, para capturar o tempo que não existe no momento seguinte; e o quietismo, quando o motriz fecha os braços para sentir a captura, é o desespero de estar se encapsulando ao tempo absoluto, o temor pelo emparedamento e normatização do que não faz mais do que tentar não ser nada disso que vejo, criado por mim a partir do mundo, à minha frente. É um olho vigilante que devora as beiras brancas universais. É só um mecanismo infantil, nascido de um desejo infantil, eu sei.

carta aos lugares

há veredas mais brilhantes a se tomar pela vida; isso aqui, com o montante de desprezo que direciono para o que há em minha volta ofuscado pelas minhas linhas de pensamento, não pode ser tudo. não há como arquitetar uma fuga para fora da minha mente, então só sobra a fuga para fora do que é o aqui. as flores que antes despertavam minha paixão agora são prenúncios de uma repetição que dura meses, anos. mas elas não podem ser isso. não é justo. eu estou a vê-las assim, mas lembre-se: há caminhos menos angustiantes para a existência, e eles até podem se livrar das contradições de suas condições absurdas; então toda essa carta surgida de uma menção honrosa à esperança provinda do tédio não será apenas isso, ela é um testamento para o que aquela do futuro virá a fazer e para ser uma resposta a ela mesma sobre o que ela mesma estará fazendo. tentando. com esses fios a apertar e a atestar com força a permanência e a calma, estarei tentando, indo sem ir, pois sei para onde não vou.