Deus, se é que ele existe, quando me fez.. errou . Em um frágil corpo inseriu, ao invés de uma alma, várias. Que conflito. É isso. É por isso que ouço vozes gritando, discutindo. Todas elas querem sobressair-se, afirmar quem são ou quem não são. As formas que vejo quando fecho minhas pálpebras são as formas duelando eternamente no limbo da minha mente desgastada, esticada, volatizada e multifacetada. Sou um cadáver, um zumbi que morreu mil mortes, cada uma como um ser diferente. Morri dentro de mim mesma, e a materia das almas, postumamente, agoniza. Querendo ser em um corpo que não resistiu, perambulam por ai tendo nostalgias das diversas pessoas que já foram um dia, em velhos mundos, regozijando-se dos fragelos das douradas lembranças. Fractais, sim! Neles derreto, neles vivo em uma agonia prazerosa a perecer.
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